Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007

...

ESTE BLOG ACABOU.

PEÇO DESCULPA ÁS PESSOAS QE O VISITAVAM...

Mas nao faria sentrido continuar pk akilo q m fazia escreve-lo acabou tambem.

Criei um novo, cm os meus novos ideais. Falem cmg q eu dou o novo link.

 

 

Espero q o meu amor por ti acabe também...

 

Adeus e obrigado pelos coments...

Publicado por Leticia às 13:45

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Domingo, 26 de Agosto de 2007

Lá do alto...

Voltei…
A passo apressado para um lugar desconhecido.
A chave rodou, escancarou a porta e deixou o vento entrar. Subi as escadas que gemiam como se um espinho se lhes espetasse a cada passo.
Lá, no alto de tudo, deixei-me estar.
O por do sol, mais alto que eu, engoliu-me sem dó algum.
A garganta apertou. Engoli em seco. As lágrimas baptizaram o vestido gasto do meu armário, sem feitio definido. Uma mescla de sombras, linhas que um dia foram de carvão e agora são apenas linhas negras…
O som deixou de segredar palavras harmoniosas ao meu ouvido e passou a ser apenas barulho. A luz já não fulgura, simplesmente iluminava como se fosse somente a sua obrigação.
E o céu caiu como um tecto em ruínas.
Era tarde… Mas quem se importava com as horas?
Tenho frio... Mas quem quer saber?
A parede transpira o calor que me falta. A mágoa abraça-me como o quente do cobertor da minha mãe.
Até o sol foge de mim. Até o sol abraça a lua por momentos. Até ele encontrou tempo para abraçar alguém.
Aquele alto só me pede para cair, para sentir o vento nos cabelos, talvez no chão encontre alguém que queira fazer parte deste teatro… Do teatro dos meus dias em que só me apetece gritar, rasgar, arrancar…
Caí…
A cabeça, que dorme sobre os joelhos só pensa no vazio, mas não o consegue alcançar… Pensa nas nuvens que cobrem os meus olhos. Pensa no choro frio que todas as noites me visita. No tempo em que estou assim, sozinha sem ninguém que se preocupe como me resgatar desta solidão. Estou assim, como uma semente ao vento sem saber qual a terra mais fértil, qual a mão mais laboriosa, qual a agua mais farta. Sem saber…
Sem saber que não preciso de nada nem de ninguém, que eu mesma e eu somos capazes de ser felizes.
Mas o dia final chegou e é hoje.
Não vou mais subir a escada, nem me sentar neste chão gélido. Ele não vai mais ranger na minha presença. Não vou mais querer saber da tua ausência. Nunca mais.
O sol voltou do seu esconderijo, trouxe a lua consigo. Disseram preocupar-se. Deram-me a luz que fulgurava e não apenas ilumina. Deram-me a força para vencer sozinha. Eu própria me preocupo com o meu frio, com o estar tarde ou não. O vestido secou, os olhos também. O sorriso começou a desenhar-se muito vagarosamente. E a vontade de viver e provar que sou capaz sobrepôs-se a tudo resto. Quero agora somente agarrar-me a vida. Tentei correr de novo pelo campo, sentir a relva fresca nos meus pés torturados e o cheiro do verão em mim, mas a pernas não mais me obedeceram.
Era tarde de mais, já tinha caído…
Voltei a chorar…
Sinto-me: Foi tudo em vão...
Publicado por Leticia às 10:05

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 22 de Agosto de 2007

O rio...

O calor pairava sobre a cidade como um manto de morte.

O rio, porém, apesar de fluir tão devagar, dava ainda assim a sensação de movimento e transmitia a melancolia da fugacidade das coisas. Tudo passava mas onde estavam os vestígios dessa passagem?

Parecia que todos os que compunham a sociedade eram gotas de água daquele rio. Continuavam a fluir, a dançar, cada um tão perto dos outros e ao mesmo tempo tão longe, num fluxo sem nome, rumo ao mar.

Quando tudo durava tão pouco e nada tinha importância, era uma pena que as pessoas dando valor a objectos triviais , poluíssem a sua gota e fizessem de si tão infelizes. Porque a maior distância é entre duas pessoas...

Publicado por Leticia às 12:25

link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007

Leva-me de volta...

Leva-me de volta...

Publicado por Leticia às 10:23

link do post | comentar | favorito

Só quero voltar...

O dia está cinzento.
A névoa acolhe-me nos braços e aperta-me contra o peito como se eu fosse a única coisa que importava naquela manhã.
Caminho mais uns instantes, enterrando os pés na areia como se estivesse determinada a fazer alguma coisa. Mas não estou.
Fito o sol de um amarelo gelado, a esta hora ele ainda me deixa espiá-lo, e tentar chamar por ele. Os pés fogem para a água e eu sei que não há maior dor que a saudade.
O frio cortante faz arrepiar todo o meu corpo e dá consentimento para que as lágrimas se juntem ao mar. Elas vão, correm, umas atrás das outras sempre ao mesmo passo. A vontade que tenho de correr, de partir cresce. E a dor de saber que não posso dá-lhe a mão e agiganta com ela.
A minha vida, um drama, uma hipérbole… Só quero voltar para lá! Fazer o tempo andar para trás e viver tudo outra vez de maneira diferente. Não pensar duas vezes. Sentir-te e dar oportunidade a nós dois. Tentar ser feliz.
Quero voltar para o teu mundo, para o mundo que eu amo.
Mergulho e sinto a espuma de um sabor diferente mais doce, mais teu… Será que a esta hora lá de onde estas mergulhas assim, vestido e torturado como eu? Será que a manhã também te esgota? Será que também desejas acordar comigo?
Publicado por Leticia às 10:05

link do post | comentar | favorito
Domingo, 19 de Agosto de 2007

Mais um dia, mais uma noite...

Mais um dia, mais uma noite sem te ter… Mais um dia, mais uma noite sem nem sequer lembrar o teu sorriso, sem submergir na luz do teu olhar… Mais um dia, mais uma noite sem o teu cheiro, sem a tua mão. Mais um dia sem poder chorar nos teus braços por saber que te vou perder, por saber que agora (ou nunca não sei) poderemos estar juntos. Mais uma noite com a certeza que a areia e mar que nos separa vai separar-nos para sempre. Mais uma manhã que só pedia por acordar noutro sitio, só mais uns quilómetros a sul… Mas acordar contigo do meu lado…
Publicado por Leticia às 18:37

link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 9 de Agosto de 2007

Ela...

Encontrou o amor muito cedo, quis ser feliz mas foi magoada. Vezes sem conta.
Traições atrás de traições, lágrima atrás de lágrima, dor própria de quem sente.
Era traída, chorava, doía e depois passava com o advento daquilo que julgava ser a sua salvação. Daquilo que esperava que a tirasse do poço, depositando toda a responsabilidade no outro, crendo que amar era aquilo: entrega, a seguir dependência e no fim solidão.
A esperança numa nova experiência era tanta, a expectativa crescia e vivia momentos de histerismo, uma alegria enganosa que já não cabia em si. Esta nova personagem na sua vida trazia a novidade, o que não era esperado, o mundo novo a sua frente. Deixava-se iludir, julgava ser para sempre e acreditava em cada palavra que se fazia ouvir. Não havia momentos de dúvida, muito menos de reflexão. Na verdade não havia realidade. Cada oportunidade era vivida no momento, valesse a pena ou não.
E o esperado aconteceu:
Sofreu como nunca a vi sofrer. O seu coração sangrava, pois as lágrimas já haviam acabado. Deu tudo e recebeu uma mão cheia de ódio. Era isso que sentia por si mesma. Ódio por ter pensado que o amor era isto. Que no amor não podia haver tempo, não podia haver espera. O tempo correu contra ela e chocou sem dó.
Desesperada por ter perdido a única pessoa que julgava ter amado. Mas na verdade era simplesmente o seu pilar, a sua subordinação, aquele a quem era totalmente obediente, custasse o que custasse. Chorou a sua perda durante tempo a mais. E depois reformulou-se e eu assisti como ninguém a essa transmutação.
Jamais mais foi a mesma, mas eu amparei-a sempre e ainda amparo. Mesmo sabendo que não era isto que ela realmente carecia.
Falseava ter certezas, falseava não se importar com nada, como se não se apegasse a ninguém, como se não significassem nada para ela. Simulava tudo, sempre. Nunca mais falou de sentimentos. Nunca mais.
Teve muitos amores seguidos, muitos até ao mesmo tempo. Era todos abreviados e em resumo eram apenas experiências. Alguns eram regulares, nunca consegui conta-los, mas os dedos das mãos e dos pés não chegavam para um mês da sua vida. Dava importância a moda, uma rapariga bonita e bem vestida sem dúvida. Inspirei-me muitas vezes nela.
Mas a noite só eu lhe secava as lágrimas e lhe dava o carinho que tantos amores não foram capazes de dar. Ela não dizia nada, deitava-se no meu colo e limitava-se a chorar pelo tempo que fosse preciso, devo confessar que, muitas noites, chorei com ela.
Eu nunca perguntei nada, porque sempre soube o motivo de tanta tristeza, de tanto desconforto, mas ambas tentamos esquecer. Ela não se sentia bem porque aquela nunca fora a sua vida, muito menos a vida que queria ter. Os verdadeiros amigos afastaram-se decepcionados e os novos, aproximaram-se em busca da sua tão famosa diversão. No outro dia, já com a máscara posta, a minha menina vivia a sua vida, repleta de tudo aquilo que a sua beleza exigia. Repleta de olhares provocadores, de pernas tentadoras e de decotes aliciantes. Ria, gargalhava todo o dia, a espera que afugentasse a tristeza e que esta desistisse dela, deixando na sua nova “paz”.
Passaram-se dois anos assim.
Os homens eram os seus melhores amigos, e ela incontestavelmente a melhor amiga de todos.
Faziam de tudo para estar com ela, mas nem era preciso muito. Ela era a confidente, a que estava a par de as fraquezas de todos, dos inconvenientes de todos. Mas só eu sabia das suas próprias fraquezas. Raramente falava dela. Ou melhor, raramente falava. Escutava todos os problemas com atenção e o seu olhar e só a ideia da sua atenção parecia ser consolo para todos.
Todas a detestavam, não tinha amigas. Invejavam a sua beleza e o seu sucesso. E, mais importante, o sua sabedoria sobre os homens.
Ela sabia exactamente do que precisavam e da altura em que precisavam, ficavam sempre em primeiro lugar na sua lista de prioridades.
Mas o amor estava esquecido aparentemente.
Numa das minhas visitas ao seu quarto para limpar os vestígios de novas “companhias” encontrei a folha amachucada do que parecia ser o seu diário.
 
«O meu objectivo é compreender o amor. Sei que estava viva quando amei, e sei que tudo o que tenho agora, por mais interessante que possa parecer não me entusiasma.
Mas o amor é terrível. Os homens (não os meus) não prestam. Quando penso em amor, a imagem que me vem a cabeça é de ele. A abandonar-me quando eu mais precisava, a deixar-me como foto no meu álbum de memórias um filho que, mesmo assim, também me abandonou.
Muitas me perguntam como é que consigo dominar tão bem os homens. Sorrio e fico calada, porque sei que o segredo e fugir do amor. A cada dia que passa, vejo com mais clareza como os homens são frágeis, inconstantes, surpreendentes… Até alguns pais de ex-amigas me fizeram propostas e eu recusei, Antes, ficaria chocada, agora acho que faz parte da natureza do homem.
Embora o meu objectivo seja compreender o amor, e embora sofra por causa de quem entreguei o meu coração consegui tirar uma conclusão de tudo isto:
Vejo que aqueles que me tocaram a alma não conseguiram despertar o meu corpo, e aqueles que me tocaram o corpo não me atingiram a alma.
 
 
Ela…»
 
 
Chorei…
Publicado por Leticia às 16:35

link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Agosto 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
21
23
24
25
27
28
29
31

.posts recentes

. ...

. Lá do alto...

. O rio...

. Leva-me de volta...

. Só quero voltar...

. Mais um dia, mais uma noi...

. Ela...

. O teu olhar...

. Nao partiras de mim !

. ...

. BLOG!!!

. passado...presente...FUTU...

. Obrigada...fazes-me tao b...

. Adão e Eva...

. Adormeço...

. O meu novo caminho...

. Palavras...

. Angustia...

. Reflecçao.

. Vontades...

. Eu & Ella!

. Naquela casa...

. Documento das horas vazia...

. O fim da tarde, amado-o.....

. Saudades tuas...=')

. Momento maravilhoso...

. Qual é o preço da realida...

. Vamos falar...

. Nuvem...

.arquivos

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

.tags

. todas as tags

.favorito

. Última Deixa.

. Diário...01/06/07

blogs SAPO

.subscrever feeds